Elas surgem de repente, trazendo dor e desconforto principalmente na hora das refeições. Segundo especialistas, as aftas são as lesões mais comuns na mucosa da boca e costumam desaparecer espontaneamente em um período de 7 a 14 dias. Casos mais demorados ou recorrentes (quando o paciente tem vários episódios seguidos), entretanto, podem ser sinais de doenças e devem ser levados ao médico e ao dentista para investigação.

“A presença de múltiplas aftas pode sugerir que um vírus, como o do herpes, esteja causando o quadro. Pode ocorrer também em infecções como a Aids. Além disso, podem se apresentar nas doenças autoimunes, como a Doença de Behçet, Lupus (LES) ou Doença de Crohn”, explica a pediatra Maria Cristina Senna Duarte.

Nos casos mais comuns, o surgimento das aftas está associado a traumas locais – como ao escovar os dentes com mais força, morder a língua, ou mesmo lesões causadas pelo uso de aparelho ortodôntico –, stress, deficiências nutricionais (ferro e B12), alergias alimentares, predisposição genética, uso de alguns medicamentos ou alterações hormonais. Alimentos cítricos e condimentos também podem desencadear o processo.

O tratamento é sintomático, ou seja, tem o objetivo apenas de reduzir a dor, enquanto a lesão não desaparece. Os quadros clínicos mais leves requerem apenas a aplicação local de antissépticos, anti-inflamatórios, anestésicos ou ainda de revestimentos protetores de mucosa, sempre de acordo com a orientação do médico ou do dentista. Práticas caseiras, como furar a lesão, colocar sal ou substâncias químicas que queimem a afta não são recomendadas.

“Receitas caseiras, como o uso de bicarbonato de sódio, podem aumentar e piorar a lesão. Além das prescrições do especialista, o paciente só deve cuidar da alimentação, evitando itens ácidos ou muito condimentados, e evitar machucar a boca ao comer e escovar os dentes”, orienta a dentista Cláudia Fugita.

Via: Jornal EXTRA